6º Projeto Integrado dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da Unisul de Tubarão

Há seis anos o curso de comunicação social da Unisul Tubarão promove um projeto integrado onde o tema é “A Comunicação é Social” para incentivar os alunos às atividades integradas e de extensão. Por exigência do Ministério da Educação (MEC), as universidades têm obrigação de fazer atividades de extensão e, de acordo com o coordenador dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo, Mario Abel, “nesta proposta é possível dar conta dessa diretriz, onde os acadêmicos exercem a extensão universitária, não só ensino ou pesquisa, mas com um olhar diferenciado sobre a comunidade para que haja um aprendizado maior da área da comunicação”.

IMG_20160613_202935519_HDRAs turmas do primeiro, segundo, terceiro, quinto e sétimo semestre apresentaram na noite da última segunda feira, dia 13, no auditório do Bloco G, no Cettal, o desenvolvimento dos projetos elaborados num tema de desenvolvimento social para a comunidade onde convivem.

– Além de divulgar as ações através da revista, onde muitas pessoas não têm o conhecimento das instituições de caridades, a gente também gostaria que as pessoas se inspirassem nessas histórias para continuar a campanha de mobilizar o bem –  afirma a estudante Beatriz Goulart, do terceiro semestre de Jornalismo, que produziu uma revista onde todos as matérias eram voltadas à divulgação dos trabalhos sociais desenvolvidos na região.

Mauro Fucilini, professor de Publicidade e Propaganda e orientador há seis anos dos projetos, relata a relevância que essas atitudes podem causar na vida das pessoas:

– A importância dos projetos é colocar em prática aquilo que se aprende em sala de aula. Mas, além disso, mostrar que a comunicação não é apenas comercial, mais sim tem um poder muito grande em ajudar as pessoas, expandir uma ideia ou uma ação. O importante é mostrar que a comunicação tem força para sair de dentro de uma faculdade e pegar a comunidade em geral – ressalta.

Projeto para acrescentar valores também à vivência pessoal

5 ml de vida

Mario Abel Bressan Júnior é coordenador dos cursos que se desenvolvem o projeto e comenta que fica feliz por ver que nestas iniciativas os alunos têm contato com algo diferente, uma visão mais humana da realidade. Além da bagagem profissional, os estudantes conseguem acrescentar valores também à vivência pessoal. E o coordenador é otimista quanto a continuidade da ideia:

– Enquanto estiver na coordenação o projeto será mantido. Por mais que hajam dificuldades, eu acredito na viabilidade do projeto porque tem uma utilidade grande para a comunidade. Já estamos no 6° ano e muitos ao longo desse tempo se destacaram e tiveram uma grande visibilidade fora da sala de aula.

Os trabalhos que mais se destacaram são:

  • 5ml de Vida: realizado pelos alunos do 3° semestre de publicidade e propaganda desde o início do curso, que visa ajudar e a conscientizar as pessoas a doarem sangue, além de informar sobre doação de medula óssea, seus mitos e verdades.
  • Bituca no Lixo: desenvolvido pelos alunos da 1° e 2° fase de Publicidade e Propaganda da Unisul. O intuito é conscientizar e incentivar as pessoas a descartarem as bitucas de cigarro corretamente, sem poluir o meio ambiente.
  • Sociedade musical lira tubaronense: criado para ajudar a instituição a se reerguer e reconquistar seu espaço na sociedade através do trabalho dos acadêmicos de publicidade e propaganda.
  • Ong Movimenta-cão: tem a finalidade de auxiliar as pessoas que cuidam de cães e gatos de rua e que abrigam em suas residências.
  • Voluntários Pela Vida: projeto dos alunos da primeira e da segunda fase de jornalismo, que apresentaram um documentário de depoimentos de pessoas contando sobre as experiências de voluntariado.

Projeto Bituca no Lixo ultrapassa limite da sala de aula

Bituca 2
O projeto Bituca no Lixo faz parte do Projeto Integrado dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da Unisul de Tubarão. A ideia foi dos alunos dos primeiros e segundos semestres de Publicidade. Além de uma campanha de conscientização com a comunidade universitária, os alunos disponibilizaram bituqueiras (locais específicos para jogar fora a bituca do cigarro) pela instituição.

Bituca 1Para o professor Mauro Fucilini, orientador do projeto, o objetivo foi que a ação começasse na sala de aula e tomasse as ruas para integrar a comunidade.

  • – Nós começamos focando aqui na Unisul, no bloco do Cettal, mas o projeto acabou atingindo outros cursos e outras pessoas estão pedindo para implantarmos mais bituqueiras – conta.

A bituca

O restinho do cigarro, conhecido por bituca, na maioria das vezes é jogado nas ruas pelos fumantes. Esta ação é prejudicial ao meio ambiente, já que a bituca não se decompõe facilmente na natureza, chegando a levar até 12 anos. Além da sujeira, outro problema comum é a contaminação dos solos e da água pelos metais pesados que compõem o cigarro.

 

Aprendendo a fazer reportagem com câmera de celular 

Divulgação
Divulgação

Mesmo com a evolução da tecnologia e das câmeras filmadoras, os vídeos feitos com celulares ainda continuam sendo um recurso muito utilizado por emissoras de televisão. Exemplos disso são os vídeos feitos por telespectadores no desabamento de uma ciclovia no Rio de Janeiro há dois meses, e mais recentemente em um ataque a uma boate nos Estados Unidos. Nos dois casos, filmagens feitas com telefone celular foram utilizadas na mídia. Por ser uma tendência nos meios de comunicação, os acadêmicos do quinto semestre de jornalismo fizeram reportagens com a câmera do celular. Uma experiência nova para Wanderson de Andrade, que aprovou a proposta.

– Hoje em dia muitos smartphones fazem boas imagens, e isso é ótimo, porque no jornalismo, por exemplo, muitos lugares não permitem o uso de câmeras, e o celular pode ajudar nessa situação. Acredito que o uso do celular só venha a somar para a imprensa em um modo geral, que não consegue estar em todos os lugares.

Duas reportagens foram escolhidas para serem apresentadas para os acadêmicos dos dois cursos. A proposta, segundo o professor da unidade de aprendizagem, Rafael Matos, foi mostrar aos alunos que com os meios tecnológicos atuais a produção de uma reportagem em vídeo está nas mãos do repórter.

– Ter um cinegrafista dedicado às imagens é muito bom, mas quando isso não for possível, o repórter pode executá-la muito bem. Para mim e para os alunos foi uma novidade, que como primeira experiência deu muito certo. Alguns até demonstraram certa resistência no início, mas depois se empenharam e após os vídeos realizados todos viram o que é possível fazer.

 

7º semestre de Jornalismo conta histórias de vida de moradores de rua

Foto: Darlete Cardoso
Foto: Darlete Cardoso

O Albergue Noturno Pousada da Paz funciona em Tubarão desde 1996 e recebe hóspedes de todo o país. Cada visitante pode ficar por até cinco dias e tem direito a alimentação, higiene e roupas. O local é movido com a ajuda de voluntários e já recebeu mais de 50 mil pessoas. São moradores de rua, andarilhos, dependentes químicos. Todos com alguma história para contar.

Foi pensando nisso que os alunos do 7º semestre de Jornalismo, dentro da disciplina Grande Reportagem, da professora Darlete Cardoso, resolveram visitar o local e produzir uma revista com as reportagens produzidas. Darlete conta que a ideia era entrevistar anônimos em alguma instituição e a Pousada da Paz foi a escolhida.

– Eu já havia levado uma turma lá e como a mãe de uma aluna era voluntária optamos pelo albergue novamente – conta.

Os 15 alunos visitaram a pousada em uma aula no mês de abril. Cada acadêmico entrevistou um dos albergados para a produção da grande reportagem. A aluna Franciele Matos conta que a experiência foi além da profissão e ajudou na humanização dos estudantes.

– A gente sabe que existem pessoas que passam por situações como aquela, mas é bem diferente quando você vai e vê com seus próprios olhos. Eu e meus colegas saímos de lá com certeza mais humanizados – comenta.

As reportagens vão para uma revista digital e são diagramadas pelos próprios alunos. Para a professora Darlete, a revista terá a chance de levar um aprendizado.

– Terão a oportunidade de fazer essa reflexão sobre a vida. Sobre suas escolhas. E que não nos damos conta de quantas pessoas precisam de um lar, de uma opção de vida. É um aprendizado muito grande no sentido humano – destaca.

A revista digital está sendo produzida na disciplina de Projeto Gráfico e deve ser divulgada no próximo mês.

 

“5ml de Vida” para incentivar a doação de medula óssea

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A 3º fase do curso de Publicidade e Propaganda da Unisul, do campus de Tubarão, apresentou na noite de segunda-feira (13) um projeto social que vem sendo desenvolvido há mais de um ano.

O projeto “5ml de Vida”, realizada pelo 3º semestre, consiste em conscientizar as pessoas de que todos podem fazer a sua parte com uma pequena atitude que pode devolver a vida a alguém. O intuito é inteirar a sociedade sobre a doação de medula óssea e incentivar a população a doar.

O grupo criou uma page informativa no Facebook, onde publicam mitos e verdades sobre o procedimento de doação, promovem campanhas e ajudam as pessoas. Uma das crianças que pode contar com ajuda desses alunos e esteve presente na apresentação da nova campanha “O Poder está em Você” foi Davi, um garotinho diagnosticado com leucemia, que há sete meses encontrou um doador compatível para transfusão.

Ao final da apresentação Davi foi presenteado pelos universitários com um “superman”, simbolizando a campanha, “todos que doam medula também se tornam heróis”.

 

Ação de integração busca o incentivo da solidariedade

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O Comitê da Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, que tem como objetivo conscientizar e prezar pela limpeza e preservação da Bacia do Rio Tubarão, ganhou uma nova identidade visual. A ideia foi realizada pelos acadêmicos da 5ª fase de Publicidade e Propaganda da Unisul de Tubarão.

Orientados pela professora Valéria Braga, a turma analisou a história do Comitê e reformulou sua logotipo, peças gráficas, páginas virtuais e padrões de postagem em redes sociais.

Valéria conta que a ideia surgiu há um ano, quando foi procurada pelo chefe de gabinete da reitoria da Unisul, William Máximo, que representa a instituição no Comitê.

– Estamos estudando e trabalhando neste projeto há quase um ano e concluímos de forma satisfatória. O envolvimento dos alunos deve ser destacado. Tiveram que entender toda a história do cliente e o que ele significa para a sociedade, sua importância e seus integrantes – destaca a professora.
LOGO COMITÊPara os alunos o trabalho foi visto como uma extensão à sala de aula.

– Tivemos a oportunidade de lidar com um cliente real e de suma importância. Percebemos que o Comitê precisa de algo muito mais aprofundado e que não caberia em apenas uma disciplina. Demos o ponta pé inicial para que eles possam seguir adiante – ressalta o acadêmico Gabriel Caldas.

Ao todo cerca de 10 alunos se envolveram e aplicaram o conhecimento adquirido em sala de aula com a disciplina Produção Gráfica.

Como um dos objetivos do Comitê é atingir as crianças nas escolas e promover essa educação em relação ao meio ambiente, os alunos criaram uma história em quadrinhos com ilustrações e personagens fictícios simpáticos.

– Quando o Comitê ia até as escolas explicar para as crianças a importância da preservação das águas do complexo do Rio Tubarão eles levavam mapas e gráficos muito complexos e sem atrativos. Foi então que a ideia de um HQ surgiu. Através dele as crianças conseguem entender o que o Comitê faz e os cuidados que eles têm que ter com o meio ambiente. Procuramos também inserir brincadeiras educativas em relação a água para reforçar ainda mais a ideia – conta o aluno Elder Pacheco.

Agora o próximo passo é apresentar todo o trabalho para o próprio Comitê, mais um desafio e uma prática para os futuros publicitários.

* Texto produzido pelos alunos do 7º semestre do Curso de Jornalismo