Atleta imbitubense estreia em Campeonato Catarinense de Fisiculturismo

Apaixonada por musculação, cabeleireira se adapta a estilo de vida alternativo e pretende seguir carreira como atleta de fisiculturismo

 Bruna Martins

Cleyce Cardoso é cabeleireira há oito anos,mas é através do esporte que a moradora de Imbituba busca reconhecimento. A paixão por musculação progrediu depois de alguns anos praticando artes marciais. Foi apresentada ao Muay Thai muito cedo e logo após deu início as atividades na academia, que começou voltada à estética e beleza.

– Eu comecei a praticar musculação porque parei de lutar e engordei, mas quando vi mudanças significativas em meu corpo, fui me interessando e gostando cada vez mais do esporte – conta Cleyce.

A atleta, que antes era apenas modelo fitness, estreará como fisiculturista na categoria Wellness, no próximo dia 30 de abril, no Campeonato Catarinense de Estreantes de Fisiculturismo, realizado pela Federação Catarinense de Culturismo (IFBBSC), que acontecerá no Clube Aririba, em Balneário Camboriú, Litoral Norte de Santa Catarina.

A musculação é um dos esportes mais antigos e conhecidos do mundo. Aliadas ao marketing visual e cuidados com o corpo, competições de fisiculturismo estão crescendo no país.

Fisiculturismo é uma modalidade esportiva que consiste em exercícios de resistência progressiva para controlar e desenvolver os músculos do corpo, tendo assim uma melhor formação muscular.

Apesar de primitivo, é um esporte carente de informação e que sofre muito preconceito diante da sociedade em geral:

– Nós atletas sofremos muito com os pré-julgamentos. Quem vê o produto final não imagina o quanto nos dedicamos para chegar até um palco. Restrições alimentares, treinos intensos, performance, rotina exaustiva, entre outros requisitos necessários para se tornar um atleta -ressalta Cleyce Cardoso.

Está cada vez mais presente na mídia reportagens sobre os mais diferentes aspectos relacionados a corpo perfeito, seja ele por meio de dietas e treinos clássicos ou alternativos. O problema é que muitas vezes a busca pelo corpo ideal leva as pessoas a métodos exagerados e prejudiciais a saúde, colaborando com a má interpretação da sociedade perante o esporte e estilo de vida adotado por esses atletas.

– Não é um dia, um treino, uma salada. É persistência e comprometimento, é procurar evoluir sempre. Hoje tenho uma equipe de profissionais que me ajudam e sem dúvidas tem um papel importante nessa jornada, mas tem que ter empenho da sua parte. É uma vida dedicada ao esporte, e você precisa entender que assim como qualquer outro atleta, das mais variadas modalidades, tudo é questão de dedicação e amor ao que faz – completa a atleta.