Brincadeiras não têm gênero

Desde criança, muitos pais criam bordões que devem ser seguidos conforme o sexo do bebê. O preconceito vem de casa, pois é o lugar que eles ficam a maior parte da sua infância. No entanto, estão sujeitos a ouvir algo que seja muito desagradável para nós adultos, mas que soa tão inocentemente para uma criança que está lá brincando bem despreocupada com o que está acontecendo de fato.

A distinção de gêneros está em todos os lugares e acontece em todos os sentidos. No passado, muitas escolas separavam as meninas dos meninos (hoje é tudo misturado, sem distinção). Havia muitos casos em que os meninos não deixavam elas brincar junto porque diziam que era jogo de menino (pega-pega, pique-esconde, gato-mia, futebol e entre outras). Muitos pais mandavam seus filhos brincar apenas com alguém do mesmo gênero que eles.

Atualmente, muitas lojas de departamentos que são separadas por setores expressam que a maior parte dos brinquedos para as meninas são rosas e do tipo fogãozinho, conjunto de limpeza, jogo de panelinhas e bonecas. Já no setor masculino, estão carrinhos, super-heróis, etc. No entanto, existe, por exemplo, uma grande quantidade de mulheres que gostam de jogar vídeo- game, principalmente GTA (um game de carro muito famoso). Hoje é muito comum que meninas brinquem de super-heróis e os meninos de boneca ou de cozinha.

Educadores comprovam que a desigualdade entre homens e mulheres pode ser detectada na infância, meninos podem brincar à vontade na rua, enquanto meninas devem ficar trancadas dentro de casa. E nesta fase que deve haver a distinção do paradigma de ambos os sexos. Nesta fase a criança e os adultos aprendem que o gênero não define a pessoa que ela é de fato. O importante é os filhos aproveitarem a infância à vontade para serem felizes.

Texto: Simoni Pavei