Carona solidária: economia e preservação do meio ambiente

A frota de veículos nas ruas do Brasil aumentou 1,2% em comparação ao último ano. O estudo feito pelo Sindipeças – Sindicato nacional da indústria dos componentes para Veículos Automotores, usando dados do Detran e Denatran, mostra que o número de carros, caminhões e ônibus passaram da marca anterior, que apontava para 43.371 milhões de veículos nas ruas.

A poluição e o congestionamento são alguns dos resultados que caminham de mãos dadas com a grande massa de automotores circulando pelo país. E apesar da existência a mais de 30 anos de programas como o  Programa de controle de emissões veiculares (PROCONVE), um estudo recente do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) revelou que os automóveis são responsáveis por 72,6% das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

O estudo desmente a ideia de que ônibus sejam os únicos responsáveis pela poluição das grandes cidades. Nas análises dos poluentes ficou claro que existia um maior impacto por parte dos automóveis e motos em relação aos ônibus, quando comparados os índices de emissões por passageiro transportado.

A divisão de carona          

Os transportes alternativos vem sendo uma constante opção para quem quer economizar, como por exemplo a carona solidária, que além de ter um preço viável para muitas pessoas, consequentemente diminui a frota de carros nas ruas aumentando a mobilidade e diminuindo a emissão de gases poluentes.

A lista de aplicativos que oferecem esse serviço tem crescido a cada ano. Alguns dos mais conhecidos incluem Bynd, Waze, Caronetas, Blablacar, Meleva, Beep Me App, e Decaronas. Além disso diversos grupos do facebook são feitos especialmente para caronas solidárias, sendo a comunicação a melhor forma de achar alguém que por acaso está indo para o mesmo destino que o seu e procura por divisão de custos.

Mas a opção não oferece apenas lados bons e alguns cuidados devem ser sempre tomados. Os aplicativos certificam os usuários como confiáveis, mas caronas obtidas através de grupos de facebook já não garantem segurança. Dicas como evitar viajar sozinho e evitar viagens noturnas devem ser sempre tomadas para garantir a segurança.

Janete Vieira costuma dividir carona nos dias em que precisa ir para faculdade fora dos horários de aula ou nos finais de semana. “Escolho essa opção pela economia de dinheiro e acaba sendo mais cômodo do que outros meios, já que para chegar a cidade que estudo preciso pegar mais de um ônibus”. Apesar de dividir carona apenas com pessoas conhecidas, já passou por momentos ruins. “Já me senti desconfortável pela pessoa dirigir com sono e muito cansada”, conta.

Uber e a carona solidária

Recentemente o conceito de dividir o carro também foi integrado no Uber, empresa de transporte privado urbano mundialmente conhecida. O serviço, que se chama UberPool, permite o usuário dividir a rota com outros desconhecidos, tornando o preço da viagem mais acessível. O nome deriva do termo “carpool”, carona solidária em tradução livre. O passageiro define o trajeto enquanto o aplicativo do Uber encontra outras pessoas que estão indo para a mesma região.

Em entrevista ao The Verge Ethan Stock, diretor de produto do Uber, falou sobre as vantagens da modalidade. “Nós achamos que essa modalidade é o futuro. Não só pelo nosso serviço, mas achamos que a transformação da para a carona solidária vai ser tremendamente benéfico para as cidades, o meio-ambiente e por todas as razões que já conhecemos, como congestionamento, poluição, etc”.

Texto: Isabella De Brida