Casei com o meu genro!

Bruna Martins

Uma história de amor pode começar por acaso, ou por um caso qualquer. Por uma eventualidade conheci Daniel. Mas não vou contar uma das minhas histórias de amor e sim de Lucia Oliveira, avó de Daniel, que tinha 40 anos quando se apaixonou. Um amor impossível talvez aos olhos da sociedade. Fui a Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, conhecer essa história.

Quando Daniel tinha dois anos de idade, seus pais, Mauricio e Fernanda se divorciaram e ele foi morar com seu pai. Foi aí que Lucia se aproximou ainda mais de Mauricio.

– Quando eles se separaram, ele ficou com Dan e então ficamos em contato, ele me convidava para sair, tomar uma gelada e ai foi acontecendo. Mais a primeira pessoa que falamos foi para a Fernanda – diz Lucia.

Fernanda é sua filha, e quando pergunto qual foi sua reação, ela me responde: “levou um susto é uma situação anormal”. Segundo Daniel, a principio sua mãe não aceitou, ficou com raiva, mas depois a situação voltou ao normal e hoje eles vivem como uma família.

Pedi a Lucia que falasse sobre seus sentimentos:

– Sempre fui muito pé no chão, vivendo todos os momentos da melhor maneira possível, porque se um dia acabar, posso dizer que valeu. Por ele ser meu terceiro marido eu tenho obrigação de sentir um amor seguro, pois tenho uma boa bagagem. A gente se completa e mantém um equilíbrio, e claro como todo casal, temos nossas fases.

Tive a oportunidade de conhecer essa família de perto, e confesso que se não tivesse convivido com eles, não acreditaria na harmonia e respeito que existe entre os mesmos. Acham engraçada a reação das pessoas quando contam sua história, que já existe há 16 anos.

Amor talvez seja isso mesmo, não se importar com que os outros vão dizer ou pensar e se entregar sem medo. Dessa forma, se fazem as melhores histórias de amor. Sem príncipes e princesas, apenas com um casal que se ama e se respeita, e constrói uma base sólida. Já estive em vários lugares, mas foi a primeira vez que estive em um lar.