Entenda o papel das criptomoedas

As criptomoedas são uma categoria específica de moeda virtual, que não possuem um peso, um papel, ou até mesmo uma nação própria. São chamadas assim pelo fato de serem criptografadas, ou seja, para que haja segurança nas transações realizadas pela internet.

O surgimento das criptomoedas aconteceu em 2009, com a bitcoin, moeda virtual que hoje é a mais popularizada e em alta no mercado.

Não há um criador oficial. Embora haja uma sugestão de nome por trás da criação, Satoshi Nakamoto, que é na verdade um pseudônimo para o autor original.

O intuito das criptomoedas é fazer como que as pessoas fujam dos bancos. Neste ambiente, as moedas são criadas e gerenciadas pelos próprios usuários, caracterizando-se em um modelo descentralizado.

Para fazer com que haja a descentralização, surge o termo mineradores.

Mineradores são usuários que oferecem voluntariamente o poder de seus processadores para poder gerenciar as transações das criptomoedas. Em troca dos gastos do usuário, como hardware e energia elétrica, eles ganham um pouco das criptomoedas que estão gerindo em seus processadores. São eles que aumentam a possibilidade e o volume delas no mercado.

Oferta e procura dita o valor do mercado

As moedas ficam armazenadas em carteiras virtuais, através de sites. O valor dela está relacionado a oferta e procura. Na economia há a expressão, denominada lastro, que significa, correspondente aos rendimentos de um país. Nas criptomoedas não há um lastro, pois elas não possuem um país de gerenciamento próprio. Por isso, os valores acabam não sendo estáveis, pois as variações dos números podem chegar de US$ 500 a US$ 1 mil de um dia para o outro.

A modalidade já ganhou adeptos entre jovens investidores da região. Pessoas que motivadas pela novidade decidiram ousar e diversificar as apostas. O estudante de engenharia elétrica Fabrício Oliveira de Souza decidiu investir em moeda virtual pela primeira vez, ainda em 2017. “Conheci o mundo das moedas virtuais através de notícias ligadas a revoluções tecnológicos. Naquela época as criptomoedas estavam ascendendo em relação ao valor monetário que elas tinham, por isso pesquisei”, recorda.

“O investidor deverá estar atento”

O administrador especializado em economia Cláudio Alvin Zanini Pinter, explica, na entrevista abaixo, um pouco das perspectivas econômicas relacionadas ao futuro das criptomoedas, apresentando dicas para quem pensa em inverstir na novidade do mercado.

1- Quais seriam as vantagens e desvantagens que as criptomoedas podem causar na economia?
Como vantagem pode-se destacar como sendo mais uma forma de investimento ou utilização para troca. Nas limitações, os números de estabelecimentos físicos que aceitam moedas digitais são bastante restritos.
Acredito que o investidor deverá estar atento desde a escolha da corretora para operar, bem como da seleção destas moedas virtuais através de estudos e análises mais criteriosas. Leituras atualizadas em sites especializados são fundamentais, bem como a utilização das Escolas de Análise: Fundamentalista e Técnica, ou ainda o próprio modelo de Markowitz ou de Sharpe para a elaboração de carteiras para investimentos, visando minimizar o risco em cada tipo e maximizar o retorno.

2- Você acredita que a região sul está preparada para aderir ao mercado das criptomoedas?
É possível que sim. No entanto, precisamos aguardar para saber como será ou não a regulamentação desta modalidade de moeda digital tanto pelo Banco Central do Brasil como pela Comissão de Valores Mobiliários.

3- Por que ainda é importante ter cautela no uso?
Conhecer o perfil do investidor antes de qualquer investimento é fundamental para quem quer iniciar nesta nova modalidade. Vários sites oportunizam o investidor responder algumas questões e identificar seu perfil (conservador, moderado ou ariscado). Para um perfil conservador a caderneta de poupança ainda é mais aconselhável. Para o perfil moderado inicia um pouco a diversificação, entre caderneta de poupança, fundos de investimentos de renda fixa e investimentos no Tesouro Direto. Para um perfil arrojado, este estará mais propício a diversificar seus investimentos: caderneta de poupança, ações, tesouro direto, fundos de renda fixa e fundos de renda variável. A frase antiga de não colocar todos os ovos na mesma cesta continua válida.

Texto: Brenda Lee