Dança: um exercício terapêutico

A dança é recomendada para qualquer pessoa em qualquer idade. A prática contínua desse exercício físico melhora a agilidade, equilíbrio, aumenta a flexibilidade e alivia o estresse. Expressão corporal usada há milhares de anos, é também poderosa ferramenta terapêutica, cuja contribuição passa pela melhora da autoestima e do bem-estar emocional.

Além disso, a dança tem um efeito terapêutico porque promove a sociabilização e melhora a concentração, não é possível dançar com os pensamentos em outro lugar, o foco é totalmente nos movimentos e os problemas dão um tempo, pelo menos naquele instante.

Lucas Môro tem 22 anos, é acadêmico de Educação Física no Centro Universitário Barriga Verde em Orleans. Há 10 anos é bailarino e há cinco é coreógrafo do Grupo de Dança do Unibave. Lucas conta as diversas histórias e casos de superação dos bailarinos. “Pode parecer mentira, mas dançar é uma sensação mágica e libertadora. Hoje, eu tenho casos de alunos que entraram no grupo com problemas sérios de saúde e hoje desabafam dizendo como a dança ajudaram eles”, comenta Lucas.

A dança aproxima as pessoas, diminui a timidez e dá uma sensação de liberdade. A interação que a dança promove pode trazer grandes benefícios, contribuindo muito para a saúde mental de quem a pratica.

Cinthya da Rosa Schilickmann tem 17 anos e é estudante do último ano do Ensino Médio. Ela conta os benefícios que a dança trouxe para a vida dela: “Quando eu completei meus 12 anos comecei a desenvolver uma série de problemas, e o que mais preocupava meus pais eram as crises de ansiedade que eu tinha diariamente. Minha psicóloga disse que eu devia me ocupar com alguma coisa, talvez um exercício e foi aí que a dança entrou na minha vida, ” revela Cinthya.

(Foto: Divulgação)

Hoje o grupo de Cinthya conta com 22 integrantes, as aulas são gratuitas e acontecem todos os sábados à tarde. E o caso da Cinthya não é o único, há outros casos de superação dentro do grupo. “Eu não tenho vergonha de dizer os meus problemas porque eu sei que aqui nós somos uma família, e assim como eu, eu sei também o quanto a dança fez a diferença na vida de cada um”, finaliza Cinthya.

Para a psicóloga Caroline Maria Willemann, que acompanha o desenvolvimento do grupo há alguns meses os resultados são satisfatórios. “Posso dizer sem sombra de dúvidas que a dança traz muitos benefícios para o corpo e para a mente, estar com o grupo fortalece o convívio social e ajuda a exercitar a mente. Ela incentiva o convívio em grupo, traz novas amizades e ajuda a melhorar a autoestima”, alerta Caroline Maria.

Caroline complementa ainda que, além do exemplo da Cinthya, grande parte dos bailarinos que estão participando, não estão ali por apenas estar, todos têm uma relação muito forte com a dança. “De fato, estar envolvido com a dança ajuda na cura da depressão e te deixa mais feliz e nós temos exemplos disso dentro do grupo. Há inúmeros estudos de grandes universidades comprovando cientificamente os resultados”, finaliza Caroline.

Estudos comprovam

O curso de Jornalismo científico da Universidade Federal de Santa Catarina fez um estudo  sobre os benefícios trazidos pela dança. E os estudos feitos comprovaram que a dança melhora a percepção corporal, ou seja, a pessoa amplia a consciência de seu corpo no tempo e espaço. Esta condição favorece um melhor desempenho motor, a relação do seu corpo com as mais diversas adaptações físicas e mentais ao espaço no qual está inserido e ainda melhora da autoestima.

Texto: Anverton Fortunato