Descarte correto do lixo eletrônico na Unisul Tubarão

Em um mundo tecnológico que produz, a cada segundo, milhares de produtos eletrônicos, enfrenta-se um grande problema: o descarte. Computadores, celulares, pilhas, baterias possuem uma vida útil. E quando a validade chega, não se pode colocar junto com o lixo comum. Isso porque os equipamentos possuem diversas substâncias tóxicas, como o cádmio que é um agente cancerígeno. Além dos materiais nobres (platina, ouro…) que podem contaminar a água do subsolo, o próprio solo e a atmosfera.

Na tendência de acompanhar a inovação, a Universidade do Sul de Santa Catarina, disponibiliza meios eletrônicos para facilitar o aprendizado dos alunos e acompanhar o mercado de trabalho. O estudante de Sistema de Informação Victor Hugo Côrrea trabalha há três anos no laboratório de informática da Unisul, bloco H, e conta que existem 213 computadores só neste bloco. Quando alguma máquina tem problema, ele juntamente com estudante de Direito Marcelo Pereira fazem a análise da situação e tentam realizar o conserto. Todo ano as peças são trocadas na chamada “manutenção preventiva”. “Algumas podem ser reaproveitadas e são colocadas na sala do depósito. Outras, são levadas para a caixa de descarte”, conta Victor.

A chamada “caixa de descarte” faz parte do projeto Descarte Ecológico dos alunos de Publicidade e Propaganda. O trabalho começou em 2017, dentro da extensão A Comunicação é Social. Tendo como objetivo a conscientização quanto ao lixo eletrônico, os estudantes realizaram uma campanha com vídeos informativos e elaboraram uma caixa para o depósito dos resíduos. Durante o processo de pesquisa, o integrante do projeto João Melgarejo diz que ficou surpreendido com o tempo de decomposição dos produtos na natureza. “Além de contaminar o solo, demora para se decompor. Isso é muito prejudicial para o meio ambiente”, reflete João. Estudiosos relatam que pode demorar até 1000 anos para que ocorra o desaparecimento dos elementos. Tempo que pode levar a extinção de muitas espécies de animais.

A caixa já está lotada de eletrônicos, em que não foram retirados pelos integrantes do projeto. O acumulo é um grande empecilho para um trabalho que se encerrou no ano passado, integrado a uma disciplina. Procurados para responder sobre este quesito, os membros da equipe se comprometeram a fazer o contato com a empresa COLIX, de Araranguá, que se mostrou interessada na retirada dos utensílios. A empresa faz a destinação correta do material. Com a desmontagem, descaracterização e segregação para as fábricas usarem como matéria prima para novos produtos.

Outro destino possível

Além do diploma, o curso de Engenharia Elétrica pretende formar pessoas com conscientização ambiental. Peças eletrônicas de televisão, computadores que estão estragados ou em desuso são reaproveitadas nas aulas de Circuitos Amplificadores, Microcontroladores e Microprocessadores. “Os alunos pegam as peças na caixa do descarte ou trazem de casa, com isso são feitos novos produtos. Até conseguimos consertar muitos deles. É colocado na prática o que aprendem na teoria e ainda se desenvolve a criatividade”, finaliza o coordenador do curso Francisco Duarte de Oliveira.

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Reportagem Jornal Convicção

Texto: Milena Flor Tomé