Inverno agrava alergias. Esteja atento aos cuidados!

Com a chegada das baixas temperaturas, pessoas que sofrem com alergias devem ter cuidado redobrado. Isso porque, devido a redução da umidade do ar, a mucosa nasal fica mais irritada e a imunidade do organismo tende a baixar, o que aumenta a probabilidade das crises alérgicas.

De acordo com o médico e escritor Drauzio Varella, as rinites alérgicas são as mais comuns da estação. “Na maioria das vezes, o paciente com rinite alérgica apresenta os sintomas pois acaba usando cobertores e roupas que ficaram guardados por muito tempo e que podem estar cheios de ácaros e fungos. Estar em lugares fechados e aglomerados podem colaborar ainda mais no aumento do problema”, explica, em seu blog.

Drauzio esclarece que o tratamento dos pacientes portadores de rinite alérgica é composto por três pontos fundamentais. “A forma mais simples de tratar alergia é evitar o contato com a substância que desencadeia os sintomas. Por exemplo, se o paciente apresenta obstrução nasal, coriza e espirros quando ingere determinado alimento, o mais fácil a fazer é deixar de comê-lo. O ideal também é que não existam carpetes, cortinas, tapetes, bichos de pelúcia, almofadas, móveis e outros e utensílios que possam acumular poeira nos ambientes em que os portadores de rinite vivem”, sugere. “Se essas medidas não forem suficientes para controlar os sintomas do paciente, poderemos recorrer à indicação de medicamentos ou vacinas antialérgicas”, completa Varella.

O inverno também agrava as alergias de pele, segundo a dermatologista Ana Lúcia Recio. A partiríase alba é a mais recorrente. “Pessoas com asma, rinite alérgica e eczema atópico, tendem a ter a pele mais seca, por isso, nesta época do ano, é comum que apareçam manchas brancas, amarelas, acastanhadas ou róseas no rosto. Em crianças, a doença ataca principalmente as dobras cutâneas dos braços e das pernas”, destaca Ana Lúcia.

Existem também aquelas pessoas que têm alergia ao frio, devido a exposição prolongada da pele em dias de baixa temperatura. Dedos das mãos e dos pés inchados, sensação de dor e queimação, coceira na pele, feridas e descamação; vômito e dor abdominal, são alguns dos sintomas. As áreas mais afetadas são as mãos, o nariz, os pés e as orelhas. Neste caso, o melhor tratamento é aquecer a região do corpo afetada, o quanto antes. “Praticar exercícios físicos regularmente estimula a circulação sanguínea, o que pode ajudar a normalizar o fluxo de sangue a temperatura no local afetado. Também é indicado que aqueles que possuem esse tipo de alergia não façam uso de cigarro e bebidas alcoólicas, porque podem piorar os sintomas”, ressalta a dermatologista.

Importante ressaltar que quem tem algum tipo de alergia não deve, de maneira alguma, se automedicar. É preciso procurar uma clínica especializada e seguir orientações médicas.

É importante seguir estas simples dicas para minimizar a exposição à alérgenos no inverno:

• Utilize um umidificador para reduzir a secura no ar, mas não transforme a sua casa em uma floresta tropical, já que os ácaros da poeira prosperam em umidade superior a 60% e com temperaturas de 15-30°C. O mofo também cresce mais rapidamente em ambientes úmidos, por isso recomendamos uma umidade máxima de 50%.
• Evite os tapetes sempre que puder, já que é um ambiente favorável para os ácaros da poeira.
• Mantenha limpos de poeira e esvazie regularmente os quartos, usando um aspirador de pó com filtro de ar de alta eficiência para partículas de ar; os filtros HEPA podem filtrar partículas menores.
• Lave as fronhas semanalmente em água quente, pelo menos a 55ºC, para matar os ácaros da poeira, e utilize colchões e travesseiros hipoalergênicos, para manter os ácaros da poeira presos.
• Para minimizar os pelos de animais, dê banhos a cada 15 dias, mas não com mais frequência, já que pode ressecar o pelo e a pele do animal de estimação; mantenha os animais fora do quarto da pessoa que tem alergias.
• Evite banhos muitos quentes.

Texto: Amanda Defreyn