A jornada musical de artistas catarinenses

Talento e dedicação, esses são alguns dos requisitos importantes para quem deseja se tornar um bom músico. Independentemente se for por hobby ou profissão. A música exige muita persistência, não se aprende a cantar ou tocar algum instrumento em pouco tempo. É preciso trilhar um longo caminho em busca da excelência. Temos aqui dois exemplos, a história da Natasha Antonelli e do Marcelo Farias, os dois foram inseridos muito cedo nesse mundo musical… Mas talento e dedicação eles têm de sobra…

A música é uma paixão

Desde os cinco anos de idade Natasha já se interessava pela música, seus pais sempre foram grandes incentivadores, desde de cedo eles introduziram a menina no meio musical. Aos seis anos de idade decidiram pagar aulas de violino para ela. Foi o primeiro instrumento que aprendeu a tocar.  Hoje está com 23 anos, ela compreende que começar desde muito cedo foi excelente para o seu desenvolvimento musical.

Uma das paixões dela é cantar. Mas hoje o instrumento que ela mais toca é teclado. Inclusive ela se divide entre hobby e profissão, continua cantando na igreja onde seus pais pastoreiam em Araranguá. Porém, também da aulas particulares de teclado e técnica vocal, para crianças a partir dos oito anos de idade. Natasha utiliza um turno do dia para as aulas e o outro ela trabalha como secretaria na igreja. Segundo ela, a aula não traz um rendimento muito satisfatório

“Mas pra mim a música é uma paixão. Eu me divirto dando aula, principalmente quando eu vejo que as crianças estão entendendo o que é a música e não apenas aprendendo a cantar ou tocar um instrumento”.

Abençoar as pessoas pela música

Marcelo também iniciou sua carreira musical cedo, aos 11 anos de idade na igreja. Ele domina vários instrumentos, violão, baixo, bateria, guitarra e também canta. Mas o primeiro instrumento que ele aprendeu a tocar foi contrabaixo. Como ele vem de uma família de músicos, pais e irmãos que tocam, isso fez com que ele aprendesse com mais facilidade. Seu primeiro contrabaixo foi comprado com o próprio dinheiro.

Marcelo cuidava do sobrinho, e o dinheiro que recebia ele entregava para o irmão pagar o a parcela do instrumento, que foi parcelado em doze vezes. E foi assim que conseguiu comprar o primeiro instrumento. Depois ele se interessou em tocar bateria, mas na época era muito difícil quem tinha condições para comprar uma, era muito caro e logo em seguida o pai dele ficou doente.

A profissão do pai do Marcelo era construtor de barcos de pesca, em Laguna. Com as latas de tinta que ele usava para pintar os barcos, o filho reutilizava para treinar como se fosse à bateria, e sim, ele aprendeu tocar bateria sozinho, treinando nas latas de seu pai. Mesmo em meio a muitas adversidades ele nunca desistiu da música, e tem muitos planos para o futuro.    Ele, com apoio de alguns amigos, está dando início a um projeto que já saiu do papel. Estão investindo em uma estrutura para começar a gravar vídeos, que serão lançados no youtube. Esses são os planos dele para o futuro. ‘’Mas o meu maior objetivo, além de me tornar reconhecido fazendo um bom trabalho, é poder abençoar as pessoas através da nossa música’’.

Texto: Bruna Castro