Jornalismo humanitário como especialização na área de comunicação

O chamado jornalismo humanitário é uma especialização desta área da comunicação, assim como o jornalismo esportivo, político, cultural e econômico. Os profissionais que trabalham neste campo devem conhecer as leis internacionais que tratam dos direitos humanos. São jornalistas que retratam mais de perto e mais profundamente causas humanitárias, como consequências de conflitos armados, epidemias e desastres naturais, envolvendo também questões de direitos humanos não ligadas diretamente a conflitos armados, dando mais foco a pessoas e suas histórias do que a fatos.

No Brasil o jornalismo humanitário não é tão usual, porém na imprensa americana e britânica é bastante divulgado. Entretanto, em nosso país, aos poucos essa especialização vai tomando espaço. O jornalista Marcelo Canellas, formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFMS), da Rede Globo, é um dos profissionais da área mais premiados. Desde o início de sua carreira na TV Ribeirão (EPTV Ribeirão), já imprimia uma característica marcante em suas reportagens, mesmo factuais, o olhar mais humanizado voltado para os direitos humanos e sociais. Canellas tem vários trabalhos premiados, como “O mapa da fome” uma série de reportagens sobre a fome no Brasil, exibida no Jornal Nacional em 2001, ou “A Tropa do Zé Merenda” que mostra a história de tropeiros que levam em lombo de burro a merenda para as crianças de escolas em uma região do interior do estado de Goiás onde quase não se tem acesso. A reportagem foi exibida no programa Fantástico em 2009.

Sidney Barbalho, publicitário, jornalista, ator, escritor e pesquisador na área de direitos humanos, como trabalho de conclusão do curso de Jornalismo, escreveu um livro que retrata a vida e trajetória profissional de Canellas. O livro tem o título de “Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista” e foi lançado em 2016.