Lixo zero: é possível?

O lixo zero é uma questão de educação, de orientar a sociedade para necessidade de repensar algumas atitudes e pensamentos.

Você já parou para pensar na quantidade de lixo que você produz em uma única refeição? Imagina então a quantidade de lixo produzida durante um dia, ou melhor, durante um mês. Até o ano de 2000, lixo era tudo aquilo que restava das atividades humanas e era considerado inútil. Foi então que surgiu o movimento “lixo zero”, que consiste na separação correta dos resíduos, máximo reaproveitamento e o encaminhamento correto dos recicláveis e orgânicos.

Segundo um relatório da Associação Brasileira de Empresas de limpeza, a realidade do Brasil está muito distante do termo lixo zero, pois cerca de 58,7% do lixo são destinados aos aterros sanitários. Mas o principal é cada um fazer a sua parte, refletindo, e tomando atitudes que não só reutilize os resíduos, mas diminua a sua produção.

Pensando nisso que José Alcino Alano, morador de Tubarão, inventou um aquecedor solar utilizando garrafas pet, embalagens de leite e resto de PVC, como um mecanismo que retém o calor do sol. A utilização do aquecedor, além de dá um novo destino as embalagens, ainda diminui em 30% o consumo da energia elétrica. O aposentado patenteou a ideia para não ser comercializada de forma irregular, e criou um manual de como montar o aquecedor solar. Na cidade de tubarão, a Apae e a Creche Joana de Angeles foram beneficiadas com a ideia.

Você deve estar pensando, de que forma eu posso ajudar. O Instituto Lixo Zero Brasil tem as dicas do 5R’s:
Recusar o que você não precisa,
Reduzir o que você já tem,
Reutilizar o que você consome,
Reciclar o que você não consegue Recusar, Reduzir ou Reutilizar;
compostar o resto.

Mas por onde começar? Vamos lá:

  • Escolha as embalagens 100% retornáveis e as sacolas de panos.
  • Tenha sempre na bolsa um kit sobrevivência: garfos e facas, copos e guardanapos de pano. Já pensou, se em cada refeição você for utilizar um de plástico e descartar?
  • Faça o lixo orgânico virar adubo, tendo sua própria composteira, e futuramente plantando sua própria alimentação.
  • Troque os produtos de limpeza por vinagre, bicabornato de sódio e sabão de coco.
  • Lave as embalagens antes de descartar.
  • Separe o lixo reciclável e fiscalize se sua cidade faz o descarte correto.

Texto: Leticia Rodrigues