Número de casos de caxumba em Tubarão estão dentro do esperado 

A maioria dos casos registrados na Cidade Azul são de pessoas que não tomaram a vacina ou aplicaram há muito tempo 

Beatriz Juncklaus

 

Desde o começo deste ano foram notificados em Tubarão 11 casos de caxumba, dado considerado normal pela Vigilância Epidemiológica. A doença, que causa inchaço nas glândulas salivares é contagiosa, e pode ser transmitida através do contato com a pessoa infectada. De acordo com a Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Tubarão, Patrícia Zapelini Batista, durante o inverno a doença tende a se propagar mais facilmente por causa da maior aglomeração de pessoas em locais fechados.

 

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Todas as pessoas infectadas na cidade, já recuperadas ou mesmo em tratamento, passam bem. O fator mais alarmante, de acordo com Patrícia, é que os pacientes com a caxumba não haviam tomado a vacina contra a doença (a chamada tríplice viral, que protege contra a caxumba, o sarampo e a rubéola), ou a mesma já havia sido aplicada há muito tempo. “A vacinação é importantíssima. A maioria das pessoas que estão pegando caxumba é porque já faz muito tempo que fizeram a vacina ou são crianças que não tem todas as doses completas.”

Confira aqui matéria exibida na Unisul TV

 

Como funciona a vacinação

A tríplice viral faz parte do calendário de vacinação do governo. A primeira dose é aplicada quando o bebê completa 12 meses. Depois aos 15 meses a criança toma a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). De acordo com a enfermeira Coordenadora da Imunização Municipal de Tubarão, Juliana Nunes Cardoso, os postos de saúde estão equipados com as vacinas para atender a população. “Qualquer adulto que tenha a carteirinha de vacinação deve trazer junto até o posto de saúde, porque se ele já tiver uma dose da vacina não é necessário fazer outra. Mas se ele não tiver, nós fazemos a aplicação da vacina”.