O cinema brasileiro além das comédias

Embora quando se fala sobre cinema nacional comédias como “Se eu fosse você” e “De Pernas Pro Ar” pipoquem na cabeça, o Brasil tem se mostrado competente em ir além do riso e vem ganhando cada vez mais espaço em festivais e premiações importantes para a sétima arte. Há clássicos brasileiros aclamados pela crítica e conhecidos mundialmente, como é o caso dos exemplos mais famosos “Central do Brasil” estrelado por Fernanda Montenegro, e o autêntico “Cidade de Deus” que faz o retrato das favelas no país, mas nós vamos muito além disso.

Separamos uma lista de filmes nacionais que talvez você conheça – ou não.

Filme “Aquarius”.

Aquarius (2016)

A produção franco-brasileira estrelada por Sônia Braga conta a história de uma mulher que cresceu e passou toda sua vida no complexo residencial Aquarius, que é comprado por uma construtora que planeja demolir e reformar o edifício. Ela se recusa a sair e passa a ser assediada e desrespeitada de diversas formas. O filme recebeu premiações em Cannes, Sydney, Lima, Havana, Cartagena e Mar del Plata, além de ser muito bem avaliado pela crítica nacional e internacional

 

 

Filme “Que horas ela volta?”


Que Horas Ela Volta? (2015)

O drama protagonizado por Regina Casé, que vive a dona de casa e babá Val, e Camila Márdila, que interpreta sua filha Jéssica, participou da corrida do Oscar representando o Brasil e recebeu premiações nos festivais de Sundance, Berlim e Lima, além de amplo reconhecimento da crítica internacional.

 

 

 

 

Filme “Tropa de Elite”.

Tropa de Elite (2007)

Dirigido por José Padilha, o filme que explora o tráfico de drogas e corrupção policial no Rio de Janeiro foi amplamente aclamado tanto pela crítica nacional quanto pela internacional. A produção foi premiada como Melhor Filme tanto no Festival de Berlim quanto no Festival Hola Lisboa

 

Filme “Carandiru”.

 


Carandiru (2003)

O filme que aborda a então Casa de Detenção e seu massacre ocorrido em 1992 foi indicado a uma série de premiações internacionais. No Festival de Cinema de Havana, o diretor Hector Barbenco recebeu prêmios de voto do público e no Festival de Cartagena o longa recebeu a estatueta de Melhor Filme. A produção foi indicada à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

 

 

Filme “O Beijo da Mulher-Aranha”.


O Beijo da Mulher-Aranha (1985)

Sob direção de Hector Barbenco, a co-produção entre Brasil e EUA com atuação de Sônia Braga recebeu vários prêmios, em especial os direcionados ao ator norte-americano William Hurt. Ele ganhou um Oscar de Melhor Ator e recebeu também as estatuetas pelo mesmo título no Festival de Cannes e no BAFTA, premiação britânica. O filme conta a história de dois prisioneiros que desenvolvem uma improvável amizade

 

 

Filme “O Auto da Compadecida”.


O Auto da Compadecida (2000)

Ambientado no sertão nordestino e baseado na obra homônima de Ariano Suassuna, o filme que conta a história dos personagens João Grilo e Chicó foi um dos filmes nacionais de maior sucesso no exterior. A produção, dirigida por Guel Arraes, venceu o prêmio do Festival de Filmes Brasileiros em Miami, nos EUA, além de outros troféus de melhor atuação em eventos espanhóis.

 

Imagem do filme “Eduardo e Mônica”.

Expectativas para o futuro

Entre as estreias mais esperadas para 2019 estão “Eduardo e Mônica”, baseado na famosa música da banda Legião Urbana; “Simonal”, que narra a história do cantor Wilson Simonal e “A vida invisível”, que possui o romance ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ como base, onde antigas cartas de sua irmã Guida ressurgem na vida de Eurídice, que foram cruelmente separadas na juventude.

Texto: Julia Zelindro