Pesca esportiva: benefícios e problemas

Esporte vem ganhando força na região Sul de Santa Catarina
Iuri Castelan

A pesca vem ganhando força na região Sul de Santa Catarina, principalmente em cidades próximas ao mar, como Laguna e Tubarão. Neste esporte, os pescadores, munidos de varas e boas iscas, buscam encontrar belos troféus – como são chamados os grandes animais fisgados. Existe a prática do “pesque e solte”, em que os adeptos levam para casa apenas fotos e vídeos de recordação, já que o peixe volta para água. Contudo, apesca predatória também está aumentando e isso afeta drasticamente os ecossistemas e consome populações inteiras de espécies em determinados locais.

 

Ainda que grande parte da dizimação de espécies seja causada por barcos e empresas que pescam industrialmente em grande quantidade, a pesca predatória com vara pode também ter uma parcela na devastação. Por ser realizada em rios, lagos e trechos específicos do mar, a retirada massiva de animais da água, sem a devida reposição, pode levar ao desaparecimento de especies nos ecossistemas.

O que poucos sabem é que alguns estragos feitos até aqui jamais poderão ser revertidos. Um estudo feito no Canadá com quase 100 espécies de peixes revelou, por exemplo, que populações de espécies marinhas que já foram reduzidas em mais de 60% podem nunca mais se recuperar.

 

Ajudando a combater a destruição

 

Existem projetos importantes de preservação das especies que mais vêm sendo capturadas e mortas como o Robalo Peva e o Robalo Flecha. É cada vez mais difícil encontrar os grandes animais, isto porque a captura vem crescendo muito devido a especie ser considerada como “peixe esportivo”.

No Projeto Robalo temos um exemplo de iniciativa que busca incentivar a criação em cativeiro e diminuir a incidência da retirada de animais em locais ameaçados.

Anzóis especiais sem farpas – que prendem e rasgam a boca dos peixes -, cuidados com o manuseio e o tempo que o bicho fica fora da água são algumas formas de garantir que não hajam mortes sem necessidade. Em portais de pesca é possível encontrar ainda uma série de outras dicas de como cuidar dos animais e realizar os passos corretos para garantir que os peixes possam continuar vivos após o momento de maior alegria para os pescadores: erguer da água o peixe, o troféu.

Clique aqui e conheça um dos portais 

Pelos motivos de preservação ambiental, a orientação é que os esportistas busquem métodos saudáveis de pescar, tanto para eles quanto para os peixes. É possível garantir que esta atividade tão gostosa de ser praticada seja ecologicamente correta e não prejudique as próximas gerações.

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Felipe Soares Nunes - empresário pescando - Peixe - Robalo
Felipe Soares Nunes – empresário pescando – Peixe – Robalo

Paixão bem regional

A paixão pela pescaria com iscas artificiais do empresário Felipe Soares Nunes veio com a vontade de capturar peixes maiores e mais “brigadores”. Quando era pequeno ele passava o tempo pescando com iscas pequenas naturais e mortas, como é o caso dos pedacinhos de camarão iscado no anzol no estilo convencional. Quando via alguém pegando peixes enormes e com facilidade, com iscas artificiais, sentia vontade de pegar também. Então foi onde começou a paixão pelo esporte.

A técnica é adquirida com tempo de pescarias, conhecendo o peixe, seus hábitos alimentares e onde se entocam. Hoje, para uma pescaria bem sucedida com iscas artificiais a tábua de maré é uma ferramenta que ele usa para ver como está a atividade das águas, assim prevê qual melhor local para ser explorado e horário.

– Mesmo que o dia for ruim de pesca, vale apena apreciar a paisagem, fauna e aprimorar seus conhecimentos do esporte, já aproveitando para treinar arremessos com as diversos tipos de iscas – comentou Felipe.

 

 

 

O esporte em Santa Catarina

 

Em Santa Catarina, a diversidade de espécies e ecossistemas para pesca é diversificada. Segundo o site da Secretaria de Turismo de Santa Catarina nas águas mais frias da Serra Catarinense, a truta é a espécia que mais se destaca. Nos canais e mangues da Baía de Babitonga, região norte do estado e na foz do Rio Tubarão o destaque é a pesca do robalo. Itajaí é um dos principais pontos de pesca oceânica profissional no Brasil. É possível encontrar ainda grandes dourados, cavalas, bonitos, atuns, marlins-brancos, anchovas e até o marlim-azul espalhados pelo Litoral catarinense.

 

Curiosidade

Um estudo da American Sportfishing Association dos Estados Unidos (associação dos praticantes de pesca esportiva) revelou que lá, mais de 40 milhões de pessoas já aderiram à prática. As vendas anuais de produtos relacionados à pesca esportiva no varejo chegam a US$ 45 bilhões.