Tubarão tem saldo positivo na geração de empregos em 2016

Pedro Garcia
Setor de serviços foi o que mais gerou empregos no primeiro trimestre

Não está fácil conseguir emprego no país. Pesquisa feita pelo IBGE mostra que a taxa de desempregados no país chegou a 10,2%. Em números absolutos são 10,4 milhões de brasileiros fora do mercado de trabalho. Leila Pereira é uma delas. Ela recorreu ao Sistema Nacional de Empregos – Sine – para conseguir um trabalho. Leila está desempregada há sete meses e procura serviço há dois na área administrativa. Nesse período, já fez mais de 10 entrevistas, mas até agora não conseguiu a vaga desejada.
– Está muito difícil, você chega em uma seleção e tem mais de 40 candidatos. Até acabo fazendo amizade com as pessoas, porque sempre nos encontramos nas entrevistas – conta a desempregada formada em Marketing.
Mas, contrariando a tendência nacional, Tubarão fechou o primeiro trimestre deste ano com dados positivos. Foram 751 admissões a mais do que demissões. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged -, dos 18 municípios da região da Amurel, 13 tiveram saldo positivo. No entanto, mesmo com esses números expressivos, o supervisor do Sine em Tubarão, Mário César de Carvalho, diz que os setores da indústria e do comércio geraram poucos empregos no período.
– Seria melhor para Tubarão se o comércio e a indústria tivessem maior empregabilidade, sendo que nesse primeiro trimestre, a indústria tem uma variação de apenas dois postos de trabalho e o comércio de 10.
Consulte os dados municípios da Amurel aqui

Na Cidade Azul, o setor que mais gerou empregos no trimestre foi o de serviços, com 620 novos postos de trabalho. Apenas no mês de março, foram gerados 268 novos empregos no município. Entretanto em 12 meses, a geração de trabalho ainda está em queda.
– Nos últimos 12 meses, perdemos 1.521 postos de trabalho em Tubarão. Por isso eu acho baixa a recuperação que tivemos nesses três primeiros meses do ano, em comparação a perda nos quatro trimestres anteriores – diz o diretor do Sine.
Já para quem está em busca de emprego, como a Leila, a esperança se renova a cada dia.
– Espero que surja alguma vaga, porque já passou esse início de ano, que é o mais difícil. Acredito que tudo vai se encaminhar e por isso logo estarei conseguindo meu emprego – comenta com otimismo.

Pior mês para geração de emprego no Brasil
Os dados do Caged mostram que no mês de março, o Brasil teve a maior perda de vagas formais em 25 anos. No mês passado, o país fechou 118.776 postos de trabalho com carteira assinada. Nos últimos 12 meses, já foram perdidas 1.853.076 vagas formais. Os números levam em consideração a diferença entre contratações e demissões.