Uso de tecnologia por crianças: benefício ou perda da infância?

Até pouco tempo atrás os pais penavam para encontrar a dose ideal de televisão e videogame na vida das crianças, hoje eles precisam incluir tablet, celular e computador na mesa de negociação com os seus filhos.

Definitivamente é impossível imaginar uma infância livre da influência dos equipamentos eletrônicos. Por isso, os limites recomendados de utilização dessas tecnologias não param de ser revistos, bem como a maneira com que os pequenos deveriam interagir com as telas.

As famílias estão se adaptando ao novo contexto do século XXI, muitas têm um ritmo de trabalho alucinante e conseguir um tempo para compartilhar momentos é algo difícil.

Para isso, utilizam a tecnologia para manter contato ao longo do dia.

Hoje os celulares ganharam um espaço importante na comunicação entre seus membros, além de permitir que os responsáveis acompanhem seus filhos mais de perto, por aplicativos de troca de mensagens.

No blog escola da inteligência, tem o e-book onde fala sobre até que ponto a tecnologia é saudável para crianças e adolescentes.

O que pode acontecer com o excesso de tecnologia e informação para com a criança. Qual o papel da família diante dessa situação?

Jenny Radeski, pediatra da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos fala que até os 2 anos e meio, os bebês não conseguem transferir o que veem na tela para a realidade. Portanto, precisam ser ensinados sobre o que estão assistindo para que associem a experiências reais. “É assim que o conhecimento se fixa”.

Segundo Liubiana, presidente do Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o ideal é que o contato com eletrônicos não aconteça antes dos 2 anos, sobretudo nas duas horas que antecedem o sono e durante as refeições.

É entre o primeiro e o segundo aniversário, que o cérebro necessita de boas doses do mundo à sua volta para que se estruture como o esperado. “É um período em que, por causa dos estímulos recebidos do ambiente externo, aumentam as sinapses, ou seja, as conexões entre os neurônios”, explica a fonoaudióloga e psicopedagoga Telma Pantano da Universidade de São Paulo (USP).

Deve-se incentivar as crianças através de palavras, toques, brinquedos, músicas ou livros, esses elementos irão servir como uma espécie de asfalto para a construção de pontes cerebrais, conectam novas áreas na mente em amadurecimento, como a formação da personalidade e o aperfeiçoamento da linguagem.

Texto: Maryane Alves Ramos da Cruz