Barreiras sanitárias são utilizadas para minimizar o contágio da COVID-19 no litoral catarinense

Algumas cidades catarinenses estão utilizando barreiras físicas e sanitárias, na intenção de proibir que pessoas de cidades onde a transmissão já é comunitária entrem no município, evitando assim, a possibilidade de que pessoas assintomáticas ou não, acessem lugares públicos e transmitam o vírus covid-19.

Desde o dia 20 de março, Garopaba fechou os acessos à cidade para que os cuidados com o contágio do novo Corona vírus se limitem aos munícipes, mantendo a segurança dos moradores.

Algumas pessoas insistem em acessar a cidade para turismo, o que está sendo permitido pois o acesso à espaços públicos como parques, praças e praias estão proibidos em todo o território catarinense, inclusive para os moradores, segundo o novo decreto do dia 19 de março de 2020.

Garopaba conta com uma barreira sanitária no pórtico da cidade, na divisa com Imbituba e duas barreiras físicas, uma no acesso norte, na divisa com Paulo Lopes e outra localizada na saída para Penha de Paulo Lopes, que pode ser acessada pelo bairro Ressacada. As barreiras estão sendo aplicadas segundo o Decreto Municipal Nº 078 de 19 de março de 2020, assinado pelo prefeito Paulo Sérgio de Araújo – PSD. Você pode acessar o decreto através do link https://static.fecam.net.br/uploads/344/arquivos/1739977_DECRETO_N_0782020.pdf .

De acordo com o Art. 5º. As vias públicas de acesso ao Município de Garopaba, a partir desta data, contarão com barreiras fixas e móveis, monitoradas pelas Secretarias Municipais da Saúde, Fazenda e Infraestrutura, os quais farão verificação do estado de saúde, orientação e prevenção aos ocupantes do veículo. 

E conforme os artigos 1º, 2º e 3º, o acesso de veículos com registros em lugares onde já existe contaminação comunitária ou que não comprovem residência em Garopaba, tem o acesso negado no município, podendo entrar na cidade, então, veículos de transporte remunerado, em que o passageiro comprovar residência no município e veículos que transportem alimentos, remédios ou produtos essenciais.

O Ministério Público (MPSC), no entanto, emitiu uma orientação à Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e a Polícia Militar e Civil, indicando que os limites entre cidades adotados devem ser somente as barreiras sanitárias, que não interferem no direito de ir e vir dos cidadãos.

Para a moradora do bairro Ambrósio, Tatiane Zin, “os governantes estão sabendo que as barreiras estão sendo forçadas, pois todo cidadão tem o direito de ir e vir, mas por outro lado, as barreiras sanitárias estão sendo eficazes no combate ao vírus no município, que ainda não tem nenhum caso confirmado, pois com as barreiras pessoas assintomáticas estão sendo impedidas de chegar em Garopaba”, comentou ela.

Até o momento, a secretaria de saúde de Garopaba registrou 195 pessoas sintomáticas, dentre elas 85 estão sento monitoras por uma equipe de enfermagem, e dentro este mesmo número, 27 já receberam atendimento domiciliar. Nenhuma delas foi testada para o vírus, pois o município está aguardando os testes rápidos para executar os exames e aguardar os resultados.

Foto: Divulgação Whatsapp

Matéria: Emanuella Alves