Bolsonaro define substituto de Moro no Ministério da Justiça

Após polêmica recente envolvendo o pedido de demissão do ex-ministro Sérgio Moro, na última sexta-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro define seu novo ministro da Justiça: trata-se do major da polícia militar do Distrito Federal e advogado Jorge Antônio de Oliveira Rodrigues, segundo informação da CNN. Ele assume o lugar de Sérgio Moro, que pediu demissão após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Marcelo Valeixo.

Também segundo a CNN, de acordo com informações deles com fontes do planalto, Jorge de Oliveira teria sido uma escolha pessoal do presidente, uma vez que ele é próximo da família do presidente trabalha com eles há mais de 15 anos. Ele foi assessor jurídico do Chefe do Executivo durante o período em que o presidente foi deputado federal e também foi assessor jurídico do deputado federal Eduardo Bolsonaro, de quem também foi chefe de gabinete.

Jorge de Oliveira tem uma carreira na área militar, onde foi por 20 anos policial militar do Distrito Federal, onde chegou ao posto de Major. Jorge também foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e em 2019, foi nomeado por Bolsonaro como ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República.

Jorge é formado em Direito e em Administração de Segurança Pública, é pós-graduado em direito público e é especialista docente em Assessoria e Consultoria Parlamentar. Ele escreveu em sua conta no twitter, no último domingo, que está fechado com o presidente Jair Bolsonaro.

Conflito entre Jair Bolsonaro e Sérgio Moro chega ao Supremo Tribunal Federal

Em entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã da última sexta-feira, o ex-ministro Sérgio Moro acusou o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente no trabalho da Polícia Federal.

De acordo com o jornal Correio Braziliense, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidirá se abre inquérito para investigar as denúncias apresentadas por Moro. A decisão seria do decano Celso de Mello, a partir do pedido do procurador-gral da república, Augusto Aras, feito ainda na última sexta-feira (24). No congresso, correm pedidos de impeachment baseados no discurso de Moro e em crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos pelo presidente durante a pandemia.

Foto: Pixabay

Matéria: Eduardo Mota Pereira