Bolsonaro volta atrás na nomeação do Ministro da Justiça

O presidente da república, Jair Bolsonaro, anunciou ontem (27) que o seu novo ministro da justiça é o ex-advogado geral da união, André Mendonça, segundo a CNN. Inicialmente, o nome cotado para assumir a pasta deixa por Sérgio Moro na última sexta-feira (24) era o do advogado Jorge de Oliveira, como informamos ontem (27). Porém, de acordo com o veículo, Bolsonaro se reuniu com diversos ministros que o orientaram a deixar Jorge de Oliveira no cargo atual, de secretário-geral da presidência, já que ele também é responsável pela Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), que é um cargo de extrema confiança do chefe do executivo, pois se trata da área responsável por fazer decretos e medidas provisórias.

André Mendonça é advogado público de carreira e trabalhou durante um tempo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, com quem tem boa relação. Também foi assessor o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário, antes de assumir como ministro da Advocacia Geral da União (AGU).

André tem experiência na administração pública, foi diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa, além de ter coordenado o Grupo Permanente de Atuação Pró-Ativa da AGU. Ele é formado pela Faculdade de Direito de Bauru (SP), doutor em Estado de Direito e Governança Global e mestre em Estratégias Anticorrupção e Políticas de Integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB).

Ramagem é escolhido para o cargo máximo na Polícia Federal

Alexandre Ramagem é confirmado pelo presidente como novo chefe da Polícia Federal (PF). De acordo com o G1, Ramagem está na corporação desde 2005 e já chefiou a equipe de segurança do presidente. Ele é amigo pessoal de Bolsonaro e pessoa de confiança dele, fato que gerou alguns questionamentos. Também de acordo com o G1, o presidente deu uma coletiva de imprensa na segunda-feira (28) e explicou a proximidade dela com sua família. O chefe do executivo argumentou que acredita em Ramagem, que conversa muito com ele e também troca informações. O chefe do executivo também destaca que o novo comandante da PF é pessoa de confiança.

Em sua conta oficial no twitter, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) anunciou que já deu entrada na ação popular para anular a escolha de Ramagem. Ele argumenta que a PF não pode se tornar uma “polícia política” do presidente.

Foto: Pixabay

Matéria: Eduardo Mota Pereira