Cresce o número de jovens que querem empreender

O empreendedorismo é uma área muito apostada pelos jovens profissionais no Brasil. Além de ser sinônimo de novas oportunidades, empreender também contribui para o desenvolvimento social do país. Segundo uma pesquisa divulgada pela Federação das Industrias dos Rio de Janeiro, dois em cada três jovens brasileiros planejam empreender nos próximos anos. As motivações vão desde a realização de um sonho, melhoria da qualidade de vida, e para ter maior flexibilidade de horários.

Ideias e determinação muitas vezes não são o bastante para alcançar o sucesso, a estrutura de um empreendedor começa  pela sua empresa, que deve estar regularizada com os órgãos competentes . A criação do regime Microempreendor individual, em 2009, favoreceu a formalização de milhares de negócios, permitindo o empreendedor a facilidade de se recolocar no mercado de maneira formal, legal e com tributações simples.

Segundo uma pesquisa realizada pelo sebrae existe 1520 empresas cadastradas no cadastro de micro empreendedores individuais na cidade Laguna. “O MEI se tornou uma ótima alternativa para pequenos empreendedores se formalizarem e contribuírem com a economia nacional. Mesmo sendo um avanço para o desenvolvimento de pequenos negócios, a formalização por si só não garante a sobrevivência das empresas. Depois desse primeiro passo precisamos buscar a qualificação dos profissionais e transformar os ambientes aptos para empreender. O Brasil ainda tem muito que crescer nesse assunto. Empreendedorismo deveria ser matéria obrigatória no ensino fundamental e médio das escolas do país. Só assim colheremos bons frutos” afirma o presidente da Acil Jovem de Laguna, Patrick Paulino.

 

Gustavo Rossini é um dos jovens empreendedores da cidade Juliana. Ao terminar o curso tecnólogo em Mecânica, resolveu se especializar em outras áreas e abriu uma empresa de estética automotiva, onde realiza lavação de automóveis, polimento, higienização, manutenção de ar condicionado, lavação de chassi, entre outros trabalhos. A profissão além de lhe permitir horários mais flexíveis, também proporcionou ao rapaz uma renda maior do que ele ganhava. A preocupação em não estar contribuindo com a previdência social, fez com que o jovem buscasse informações sobre como regularizar sua empresa, e encontrou na internet uma forma que estava dentro de suas condições: ser um MEI. Atualmente a empresa está ha quatro anos no mercado, e possui um empregado com carteira assinada. Entre os benefícios, Gustavo destaca a facilidade e melhores preços em comprar os produtos necessários para sua atividade com o CNPJ, e a possibilidade de emissão de Notas ficais.

 

Outro fator que estimula os jovens a empreender e encontrar outras fontes de renda é a dificuldade em encontrar emprego. Nicolle Gomes, ao terminar o ensino médio, se deparou com a alta taxa de desemprego no país, e resolveu abrir o próprio negócio com a mãe que era costureira há 30 anos para uma fábrica. “Sempre gostei de desenhar, e minha mãe tinha a técnica da costura, então resolvemos abrir um ateliê de vestidos para festas e conforme a demanda foi crescendo, precisávamos um espaço maior. Fomos a busca dos alvarás e de um contador para regularizar nossa empresa. Atualmente estamos há cinco anos no mercado, com todos os benefícios de previdência social garantidos, e com uma contabilidade bem estruturada e transparente”.

 

Saiba mais como ser um MEI:

Para ser um MEI, é necessário ter um faturamento anual de no máximo R$ 81 mil, não ser sócio e não ter participação em outra empresa, e ter no máximo um empregado contratado, A realização do cadastro é fácil, rápido e pode ser feito pelo Portal do empreendedor. http://www.portaldoempreendedor.gov.br/

Além disso, o MEI é enquadrado no Simples Nacional, pagando apenas um valor fixo mensal, porém possui uma carga tributária reduzida, isento de imposto de renda, PIS e tributos federais, podendo ter mais do que uma ocupação ou atividade econômica, tendo acesso a benefícios como auxilio maternidade, auxílio-doença, aposentadoria, entre outros.  Ao concluir o cadastro o MEI recebe o alvará provisório de funcionamento com validade por 180, mas declara responsabilidade em conhecer e atender as normas exigidas pelo estado e município para a concessão do Alvará de funcionamento e licenças do bombeiro e vigilância sanitária.

 

 

Texto: Marciele Carvalho Duarte/ Leticia Rodrigues