Inovação e agilidade: prédio é construído em 100 dias

Inovação foi uma das palavras mais citadas durante a pandemia. Com a realidade vivenciada, diversas pessoas e empresas tiveram que mudar a forma de agir e trazer o novo para seus negócios. Com a tecnologia em constante avanço, diversos setores de serviços precisaram dar um UP

Na construção civil, por exemplo, não foi diferente. Uma empresa construiu um prédio de oito andares em apenas 100 dias na cidade de Tubarão/SC. A construtech Brasil ao Cubo (BR3) levou 80 dias para fabricação e 20 dias para instalação de um edifício comercial. A construção, realizada fora dos canteiros de obras, teve uma grande parte de sua estrutura construída nas dependências da construtora e transportada em peças para o local da edificação. 

O prédio Level foi o primeiro fabricado pela Brasil ao Cubo e conta com um sistema de ventilação cruzada, brises modulares e vidros laminados que reduzem a necessidade do uso do ar-condicionado. Ocuparão os espaços, a Rede de Postos Premier, Brasil ao Cubo e Almaz Coworking.

“Nossa empresa nasceu em 2016 com a missão de solucionar variados problemas da construção civil. Desenvolvemos um produto inovador, a construção Off-Site. Já entregamos mais de 150 obras. Não medimos esforços para fazer com que o futuro seja hoje” comenta Ricardo Mateus, fundador da empresa.

Sobre a Brasil ao cubo 

Para iniciar no ramo da construção modular não foi uma tarefa fácil para Ricardo, muito pelo contrário, um processo lento e doloroso, mas que valeu cada esforço. Segundo ele, foram anos de trabalho, dedicação e como todo o início de um novo empreendimento também tiveram alguns tropeços. Somente depois de fracassar em 12 obras e um projeto, que o engenheiro conseguiu aprimorar os seus conhecimentos e corrigir os erros. 

Atualmente o processo de construção da empresa consiste em uma metodologia totalmente inovadora, sendo que toda a obra é feita dentro da própria fábrica e transportada para o local desejado onde acontece a montagem. Para quem está acostumado com a construção tradicional, fica até difícil compreender como tudo isso pode ser projetado em um espaço fechado. Por isso, Ricardo explica um pouco dessa ideia. “Nós somos uma startup da construção civil que industrializa os processos de obra. Como funciona isso? A gente pegou uma grande obra, como se fosse uma obra maior e subdividiu em fatias como se fosse um bolo dividido em fatias, para que a gente pudesse trazer para dentro da indústria e ao fabricar esses módulos, pudéssemos colocar em carretas, transportar e depois reconectar elas (fatias) no terreno do cliente”.  

O modelo planejado pela startup além de permitir mais agilidade e rapidez no processo da construção, também possibilita que as obras sejam mais sustentáveis. De acordo com o fundador, essa é uma das principais vantagens do projeto: “por exemplo, a gente não utiliza água para construir a obra, o desperdício passa a ser mínimo porque é dentro de uma fábrica, os controles são bem mais elaborados. Também temos aqui captação da água da chuva que faz todo o escoamento dessa água e posteriormente vai para uma cisterna e consegue fazer a reutilização”.  

Construção de hospitais na pandemia 

A metodologia inovadora da Brasil ao Cubo é conhecida nacionalmente e em um dos períodos mais difíceis que a humanidade tem passado, a empresa já ajudou a salvar vidas em todo o país, através da construção de hospitais para tratamento da Covid-19. As obras entregues em tempo recorde, foram fundamentais no enfrentamento da doença.  

Em apenas 115 dias, quatro hospitais em estados diferentes foram construídos graças ao sistema de construção industrializado. Além disso, durante o mesmo período uma ala anexa ao Hospital M’Boi Mirim, na Zona Sul da capital paulista, também estava sendo projetada pela empresa.