Isolamento Social e as consequências no comportamento humano

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Já faz alguns dias que a maior parte da população brasileira entrou em quarentena para impedir a propagação do novo coronavírus, evitando que mais pessoas se infectem. Entretanto, o fato de não poder sair de casa está trazendo alguns transtornos a algumas destas pessoas, já que o ser humano é um ser sociável por natureza.

Os estudos relacionados a área da psicologia demonstram que as pessoas tendem a se sentirem afetadas pelo fato de privação do contato social, tal como afloração de alguns sintomas de ansiedade e depressão. Entretanto, tais sintomas são demonstrados principalmente por conta da perda de controle do ser humano.

Em outras palavras, em uma época de quarentena como a que estamos vivendo, o ser humano precisa modificar toda a sua rotina diária e seu modo de fazer as coisas. Agora, que a recomendação é ficar em casa, algumas coisas podem parecer não ter mais sentido, como tomar banho e trocar de roupa.

Esse é um dos primeiros estágios que levam a pessoa a desenvolver algum sintoma negativo em relação ao isolamento. A maioria dos funcionários que são acostumados a trabalharem em home office, isto é, o escritório em casa, recomendam que as pessoas sempre tomem banho e troquem o pijama, como se estivessem, de fato, saindo para trabalhar. Isso facilita muito o processo do trabalho em casa.

De acordo com a psicóloga Patrícia Pozza, a população passa por um estresse emocional muito grande nesta época de pandemia, pois ainda é preciso se preocupar com um possível contágio por alguma pessoa que não possui este privilégio do isolamento, como por exemplo, algum familiar que trabalha na área da saúde.

“A política de isolamento, embora necessária, não pensa nos impactos emocionais da privação do contato com outras pessoas. E também não pensa em como os profissionais que não foram liberados a ficar em casa passam pelas mesmas dificuldades, já que muitos deles precisam se manter afastados da própria família”, Patrícia afirma.

Ela também ressalta que a pessoa em confinamento precisa organizar seus pensamentos, para que tudo não vire uma bola de neve. Afinal, não podemos esquecer que vivemos na era da informação instantânea, o que pode fazer com que o estado emocional de uma pessoa sensível piore ainda mais. O recomendado seria o foco em outras atividades, tais como leitura, pintura, assistir TV, ou qualquer outra coisa que seja da afinidade do indivíduo.

A prática de tais atividades ajuda a reduzir o estresse causado pela chocante realidade de uma pandemia. Afinal, as orientações são para ficar em casa, e não, ficar sem fazer absolutamente nada.

Texto por: Bárbara Girardi