Mundo pós-coronavírus: Economia digital terá maior poder

Como ficará o mundo pós-coronavírus? Bem provável que iremos viver meses ou até mesmo anos, ainda utilizando as medidas de prevenção até os cientistas desenvolverem uma vacina para combater o vírus.  Não será nada fácil lançar novamente uma economia mundial estável, em que estamos presenciando centenas de milhares de pessoas desempregadas, empresas falindo e setores paralisados.

Não existem dúvidas, de que muitas coisas irão mudar. E a primeira mudança, que já ocorria antes desta epidemia e de forma acelerada, é o poder cada vez maior da economia digital.

E além das empresas que são especializadas em saúde, apenas as grandes companhias da alta tecnologia, estão indo bem neste momento de crise, em especial as grandes redes de comunicação como Amazon, Apple, Facebook, Instagram, Google e Microsoft, que são conhecidos como GAFAM ( os gigantes da web).

Sem essas redes, seria inviável sustentar contatos durante a quarentena, trabalhar à distancia e estudar, realizar entregas a domicílio, além de ajudar a combater o coronavírus na implementação de rastreamentos e testes. Neste atual momento, as empresas estão observando que o home Office e as videoconferências saem mais barato, e são mais proveitosas que o método empresarial do século passado.

O conceito hoje é fazer crescer e modificar radicalmente a produção devido às novas tecnologias como impressora 3D, automação, inovação e administração por meio de globalizadas redes de comunicação.

Segundo o neurocientista Stevens Rehen, pesquisador no Instituto D’Or e professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o coronavírus irá trazer  amplas mudanças na sociedade, nas mais diferentes áreas. No meio digital, Stevens destaca, ‘’Tenho feito diversas reuniões online. Na vida real, temos o tempo do deslocamento físico para ir a outros lugares.  No teletrabalho, apenas trocamos de sala no Zoom. É muito mais viva a sensação de ficar assoberbado. Vamos ter de aprender, no choque, a usar o melhor que as ferramentas oferecem. O comércio online deve aumentar, a questão das entregas, do serviço de aplicativos como Rappi e iFood. Sempre achei uma frescura ter aquele relógio para fazer pagamentos sem precisar encostar em nada. Hoje, eu acho isso essencial. Estas questões devem ganhar intensidade após a crise”, revela.

Porém não será possível sem a infraestrutura globalizada do GAFAM, que irá trazer os benefícios desta nova economia.

 Por Luíza Hennemann